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O adiamento de uma festa com várias atrações musicais que aconteceria no domingo em Feira de Santana, devido à falta de policiamento militar, para garantir a segurança do público, foi alvo de protesto, na Câmara, pelo vereador Ewerton Carneiro. Em discurso na Casa da Cidadania, ele criticou o Governo do Estado, em virtude das deficiências na área de segurança. Denominado de “Festa do P”, o evento, que reuniria a banda Psirico, de Salvador, o pagodeiro carioca Belo e outras atrações aconteceria na casa de eventos Megafest. Seria a quinta edição consecutiva. “Essa situação causou grande prejuízo, não apenas à direção da empresa, promotora do evento, mas também aos milhares de jovens que adquiriram ingressos e se programaram para os shows musicais”, disse ele. Ewerton Carneiro afirmou que recebeu um telefonema do empresário responsável pela casa de shows lamentando o fato de que a festa havia sido cancelada. “A PM mandou um documento comunicando que não poderia fazer a segurança da festa. É lamentável”, disse ele. “Fico preocupado como o que poderá acontecer com os festejos de Natal e Ano Novo no nosso Município. Como vai ficar a segurança pública em Feira de Santana diante de tantos eventos que são realizados na cidade e na zona rural durante os festejos de fim de ano?” questiona.
O vereador Roque Pereira (PT do B), hoje (08), em seu pronunciamento na tribuna da Casa da Cidadania, afirmou que a Lei complementar nº 041/2009 do código do meio ambiente - que trata da poluição sonora - está sendo desrespeitada por muitos proprietários de bares, barracas, trailers e veículos. Ele fez a denúncia, enfatizando um artigo do jornalista Sérgio Augusto, postado no blog Programa Rádio Repórter, como o título “Poluição sonora: ah, ah, ah”. Roque Pereira declarou que na Praça Carlos Bahia, localizada no centro da cidade, é um exemplo de falta de sossego. Segundo o vereador, alguns proprietários de barracas e trailers daquela região estão permitindo que os donos de veículos fiquem competindo sons.
O vereador Antônio Francisco Neto – Ribeiro – (DEM), hoje (07), em seu pronunciamento na sessão da Câmara Municipal, afirmou que a maioria das ambulâncias e viaturas da Polícia Militar e Civil está sucateada, ao contrário da Secretaria da Fazenda do Estado, que tem os melhores e mais modernos automóveis.“A prioridade é para o setor de arrecadação. A frota de carros do Governo do Estado que servem ao povo, sobretudo, no setor de Segurança Pública e Saúde estão todos velhos, mas os veículos destinados à cobrança de impostos são de luxo”, reclamou Ribeiro. (ASCOM)
O vereador Ailton Araújo Rios – Ailton Mô – (PSDB), hoje (07), em seu pronunciamento na sessão da Casa da Cidadania, teceu elogios ao Governo do Município, em especial, ao diretor de Esportes Wilson Passos pela assistência que este vem dando ao esporte amador de feira de Santana, sobretudo, o futebol.Ailton Mô destacou as competições – apoiadas pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer - que estão em andamento em Feira de Santana: Jogos da Cidadania; Copa Distrital; Copa Sub 13 e Copa de Bairros. “Eu quero aproveitar este momento para parabenizar também todas as equipes e todos os desportistas. Essas competições proporcionam aos nossos munícipes integração e inclusão social. Vale salientar que o esporte é um instrumento essencial para a redução da violência e das drogas, sobretudo, nas áreas periféricas”, afirmou.
A precariedade nas instalações físicas das escolas públicas em Feira de Santana foi tema, na sessão de hoje da Câmara, de discussão por parte de vereadores de diversas bancadas. O vereador Roberto Tourinho denunciou que, na rede municipal, há um grave problema de falta de carteiras para os alunos. Um assistente presente nas galerias informou ao vereador que o filho dele tem que chegar cedo a Escola Faustino Dias Lima para disputar uma carteira com os colegas. O petista Marialvo Barreto, que é da base do Governo do Estado, disse que no âmbito das escolas estaduais, a cobrança deve ser maior da parte dos deputados. “As escolas estaduais têm uma verba específica para manutenção de suas instalações físicas, o que não ocorre com as municipais. A problemática da precariedade das escolas é bem mais acentuada nas da rede municipal”.Para a vereadora Eremita Araújo, houve “um descaso muito grande do ex-prefeito José Ronaldo com as escolas municipais”. Ela afirmou que visitou uma escola e encontrou animais na área do estabelecimento. “Fui reclamar e o prefeito à época me deu uma resposta que nem gostaria de tornar público. Fui testemunha do descaso”.
Os filtros digitais adquiridos pela Prefeitura como solução para o problema da falta de água em escolas municipais não estão correspondendo às expectativas, segundo o vereador Ângelo Almeida. Ele afirmou que em algumas escolas, o equipamento não tem utilidade alguma. Em sua opinião, o Município fez um investimento equivocado ao comprar esses condensadores, que produzem água através do ar.Conforme o vereador petista, o equipamento produz 25 litros de água por dia, mas leva 24h para produzir este volume. “Com a umidade relativa do ar sofrendo uma redução, não vai ter água. Tem que atingir de 45 a 90% de umidade relativa do ar. Mas na nossa região às vezes cai para 30%. É um engano, um engodo. O dinheiro está indo para o ralo”, disse ele.Ângelo Almeida declarou que verificou, em uma escola que ele visitou, que ali havia dois filtros digitais. Em nenhum dos equipamentos tinha água. “A especificação técnica do filtro é para uso em escritório ou clínica. Não em uma escola, com 200 ou 300 alunos”, observou.
O líder da bancada governista, Justiniano França, discordou do petista alegando que os filtros e as lousas digitais significam um avanço tecnológico para a rede municipal de ensino. “Esses investimentos foram feitos como forma de proporcionar uma estrutura melhor para as nossas unidades de ensino e vêm funcionando perfeitamente”, disse ele. O vereador Ailton Araújo também contestou as informações do vereador Ângelo Almeida acerca da capacidade de produção de água dos condensadores ou filtros, que foram instalados em escolas municipais. “A capacidade não é de apenas 25 litros por dia, segundo os técnicos explicaram. Nem são necessários intervalos de 24 horas para produção da água”.